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Diversidade na Calina: o que estamos fazendo?

aprox. 8 min / inovação diversidade mercado

Já passamos da época de pensar que diversidade nas empresas não é importante. Toda organização desempenha um papel na sociedade e deve ter, como responsabilidade social, a iniciativa de incluir diferentes tipos de pessoas na equipe.

Isso vai além de um compromisso. Com o tempo, muitas empresas perceberam que a diversidade também é benéfica para os negócios. É sempre positivo ter mentes variadas encarando as mesmas situações, seja para encontrar novas soluções para os problemas ou para inovar no mercado.

Ainda assim, há muito o que ser feito para que o mercado de trabalho seja um reflexo de toda a diversidade existente e não da segregação social que ocorre em tantos âmbitos.

É por isso que, na Calina, temos um núcleo próprio para discutir assuntos relacionados a esse tema: a Cala Diversidade. Entenda como ela atua e o que suas ações vem fazendo pela empresa!

 

O surgimento da Cala

A criação do Cala aconteceu em 2018, ainda sem uma estrutura bem definida, mas com intenções fortes e de forma bem orgânica. Com o tempo, as pessoas envolvidas convidaram outras e algumas regras foram estabelecidas — ao mesmo tempo em que a empresa crescia.

Por exemplo, só quem já tem, pelo menos, seis meses de Calina pode entrar. É uma maneira de dar estabilidade ao núcleo. Outra recomendação é que cada grupo — de mulheres, de LGBTQIA+ etc. — tenha um representante CLT.

Boa parte do processo foi de autocrítica. Ygor Petronilio conta que era uma percepção cotidiana: “Quando a gente tirava foto de todo mundo, ficava meio, ‘branco, né?’, então começamos a querer falar sobre isso”, ele conta, referindo-se à pouca diversidade racial anteriormente.

“Parte foi autocrítica e depois foi conversar o que acontecia, por que a empresa era assim e o que poderíamos fazer para mudar”, Ygor continua. “Isso era uma vontade não só da Cala, mas da própria liderança”.

A ideia era construir um ambiente cada vez mais inclusivo e respeitoso, o que significava fazer mais do que apenas contratar novos funcionários. A base para qualquer estruturação foi o diálogo, incluindo eventuais críticas e discussões internas.

A partir dessas e outras reflexões, iniciamos as ações.

 

Promovendo a mudança

Em 2019, muitos dos feitos da Cala foram pontuais. Houveram palestras com convidados especialistas, por exemplo, falando de temas como saúde mental ou transsexualidade no mercado de trabalho. Também foram produzidos conteúdos para disparo por e-mail, alcançando todos os profissionais da empresa.

Em 2020, o grupo começou a trabalhar por trimestre, sempre trazendo um tema para focar e englobar com mais atenção. Esses foram os tópicos abordados até o momento:

  • Tolerância religiosa e diversidade étnica;
  • Mês da diversidade LGBTQIA+ (com intervenções, webinars e parceria com a Raccoon);
  • Objetificação de corpos;
  • Passabilidade de expressões e de corpos (pessoas trans e PCDs).

Essa é uma maneira de fugir da sazonalidade que se vê na maior parte das empresas. Ou seja, é possível aproveitar datas importantes — como o mês da Consciência Negra ou Setembro Amarelo —, mas não ficar restrito a elas para discutir determinados assuntos. Afinal, são pontos que permeiam a vida das pessoas o tempo inteiro.

É importante ressaltar, também, que dentro do Cala há uma divisão específica de mulheres para discutir a presença feminina na Calina. Atualmente, cerca de 40% dos profissionais na empresa são mulheres.

Em pouco tempo, a Calina conseguiu aumentar consideravelmente o número de mulheres na organização.

Os números são bons, mas não só podem melhorar, como também trazem uma série de novas questões que ainda devem ser debatidas. 

Um exemplo é o processo seletivo com comunicação para mulheres que ocorreu no ano passado. Por si só, foi uma iniciativa muito relevante. “Porém, a Calina não estava preparada para receber essas mulheres”, conta Rafaela Maia, do RH. “Todo mundo estranhava, várias mulheres chegando e trazendo novos debates, como o machismo no ambiente de trabalho. Então o local não estava preparado, que é uma coisa que, hoje em dia, a gente preza bastante — para que o ambiente esteja pronto para a diversidade”.

 

Aumentar, manter e respeitar a diversidade no âmbito profissional é um desafio que nunca acaba. Com todos os históricos de opressões contra minorias sociais, ainda há muito o que ser reivindicado.

A Calina tem orgulho em fazer parte dessa mudança. Progredir é nosso objetivo de todas as formas, e não há jeito melhor de fazer isso do que começar por dentro.


Sobre o autor

Fernanda Lujan Garcia Fernanda Lujan Garcia

Fernanda trabalha na parte de Conteúdo Interno na Calina. Jornalista em formação pela Unesp, é apaixonada por comunicação.


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