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O que o Dilema das Redes tem a ver com o marketing digital?

aprox. 7 min / marketing digital LGPD ética

Um dos maiores lançamentos da Netflix este ano foi o documentário “O Dilema das Redes”, que fala sobre os perigos que as redes sociais podem trazer à sociedade. Não à toa, a obra se tornou ponto de discussão para muita gente, principalmente quem está envolvido com o trabalho de social media.

Trabalhar com tecnologia sempre significou inovação. Contudo, chegou um momento em que as coisas aconteceram mais rápido do que foi possível parar para analisá-las. O mundo continuou mudando, cada vez mais girando em torno das novas tecnologias, mas pouco se debatia sobre seus efeitos no tecido social.

O que o docudrama da Netflix mostra é o resultado de um mercado que se agigantou nas últimas décadas. O ponto principal é que o produto, como afirmam os especialistas entrevistados, é o próprio usuário das redes. Ele é “vendido” para as propagandas.

E aí entra um lado do marketing digital do qual não podemos deixar de falar: qual seu papel no ecossistema da internet? É sobre isso que vamos abordar hoje.

Entendendo o que está errado

Muito do que se diz em “O Dilema das Redes” é provado com dados das próprias plataformas e depoimentos de profissionais que ajudaram a construir os algoritmos. O sistema viciante de feed, mesmo, foi pensado propositalmente.

Ainda assim, é preciso cautela ao abordar o assunto. Há dois lados para toda história e, nesse caso, são muitos lados e muitas histórias. As redes sociais trouxeram a possibilidade de qualquer um ser um emissor de opinião, por exemplo — algo que difere muito da passividade de consumir informações de antigamente. Esse pode ser um benefício tanto quanto pode ser um transtorno, mas a resposta depende do emissor, não da ferramenta.

A exibição praticamente sem fim do feed das redes suga o nosso tempo e dá a impressão de que sempre estamos perdendo alguma coisa.

É importante lembrar que a inteligência artificial usada na internet não cria nada. Ela apenas reproduz o que aprende com pessoas de verdade e acaba amplificando o que não deveria. É assim que surgem problemas enormes como as fake news.

Tendo esse cenário em mente, vamos entender o que o marketing digital deve fazer para se manter ético ao utilizar, entre outras, as redes sociais como veiculador.

A ética do marketing digital

Antes do digital, existiram séculos de marketing em suas formas mais puras, desde a mala direta até os outdoors. Práticas invasivas e até escusas eram comuns, como a compra de listas com telefones para oferecer serviços.

Só que já faz muitos anos que essas práticas não dão os mesmos resultados. Antes mesmo que surgissem os debates sobre o que era apropriado, percebeu-se que o público não tinha mais interesse em ser bombardeado com informações que ele não solicitou.

É nesse contexto que o marketing digital é moldado.

Quando a internet era novidade, e-mails com anúncios aleatórios até eram abertos, mas não demorou para que as pessoas se cansassem e até as próprias ferramentas incorporassem funcionalidades para impedir esse tipo de mensagem, como a caixa de spam.

Quando as redes sociais surgiram, a publicidade também era diferente. O que foi se adaptando é a forma como ela é entregue aos usuários. Não se trata mais de vender, apenas, mas de proporcionar uma boa experiência.

Hoje em dia, uma boa experiência do usuário é fundamental para mantê-lo conectado por mais tempo.

Isso não quer dizer, é claro, que essa práticas não existem mais. É aí que entramos na questão do que é ético, atualmente, no marketing digital. Além de não funcionar, atuar com essas práticas antigas significa um uso totalmente despreparado das plataformas sociais.

Para que uma estratégia seja eficaz e correta, tanto para a empresa quanto para o usuário, ela deve funcionar como um convite. Um bom exemplo é quando você vê um anúncio, de forma não invasiva, de um produto que você já estava considerando comprar. Um mau exemplo é um popup enorme enquanto você está tentando consumir um conteúdo que não tem nada relacionado com a propaganda.

Qual a posição da Calina?

A Calina tem como um de seus pilares a transparência. Priorizamos parcerias de longo prazo e, para isso, precisamos estabelecer relações de confiança.

Isso serve para os dois lados. Apesar de não ser possível saber tudo sobre o histórico de um cliente em potencial, fazemos o máximo para garantir que nossos parceiros são sérios. Nossos processos de qualificação existem para isso, e para que nosso time atue sempre acreditando genuinamente no que cada cliente faz.

Do nosso lado, também trabalhamos com garantia de proteção de dados. Na verdade, estamos reestruturando nossa segurança digital este ano, justamente para aprimorar ainda mais o setor, seguindo as novas diretrizes Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A segurança e a ética são pontos essenciais da estrutura da Calina. Nós acreditamos no marketing digital bem feito, eficaz e que ajude a conectar empresas e pessoas conforme seu próprios termos.


Sobre o autor

Fernanda Lujan Garcia Fernanda Lujan Garcia

Fernanda trabalha na parte de Conteúdo Interno na Calina. Jornalista em formação pela Unesp, é apaixonada por comunicação.


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